The Get Up Kids redefine o significado do verdadeiro espetáculo em São Paulo

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Finalmente, após décadas de espera por talvez um dos shows mais improváveis de acontecer em São Paulo e meses depois do anúncio oficial, os ícones do emo finalmente tomaram conta de São Paulo e incendiaram um público de quase mil pessoas no último sábado.

O show do The Get Up Kids já vinha agitando a internet pela massiva divulgação de informações das demais apresentações da turnê, que estava passando pelo México, Chile e Argentina, todos com um set arrasador e que prometia levar os fãs brasileiros as lágrimas, tamanha a ansiedade e emoção de finalmente ver os formadores de toda uma geração ao vivo.

Mas a noite ainda prometia mais, já que dois representantes do rock alternativo/emo brasileiro passariam pelo palco antes da atração principal. O Horace Green e o Hateen.

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Com a casa ainda recebendo os primeiros fãs, os paulistas do Horace Green, subiram com suas músicas de protesto e letras politizadas e cheias de contestação social. Sendo um dos grandes destaques da atualidade, seja no Brasil ou no exterior, o grupo arrancou aplausos e agradeceu a presença dos fãs com um show fenomenal, mas que durou pouco mais de meia hora.

De fato, os shows tiveram início cedo, antes de escurecer, então uma grande parcela do público ainda sequer tinha chegado na porta da casa de shows. Público extremamente variado, vindo de diversas cidades e estados do Brasil, inclusive alguns estrangeiros que pareciam estar meio perdidos pela oportunidade de assistir ao show do The Get Up Kids no Brasil.

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Já quando o Hateen subiu no palco, o cenário era bem diferentes, com uma considerável aglomeração e animados por poderem ver o grupo que escreveu seu nome na música brasileira no início dos anos 2000 e moldou a geração de muitos ali presente, todo o ambiente se encheu de animação.

Como prometido, o set continua músicas apenas dos três primeiros discos do grupo, “Hydrophobia“, “Dear Life” e “Loved“, todos em inglês, com direito a alguns covers. De fato, os ânimos pareciam estar cada vez mais acirrados para a atração principal e a cada minuto que se passava, era possível sentir que o calor humano aumentava com mais e mais fãs lotando a pista.

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Quando as cortina se abriram as 20:00, já não era mais possível segurar a emoção, ainda mais quando os primeiros acordes da música Honestly ecoaram pelos amplificadores. Enquanto uns cantavam a plenos pulmões, outros derramavam rios de lágrimas, outros pulavam e se empurravam e haviam aqueles que simplesmente ficavam imóveis, apenas olhando o que estava se passando sobre o palco.

A partir dai o que se viu foi um verdadeiro espetáculo! Com uma música seguida da outra, sem parar o grupo norte americano bombardeou os fãs com hits como Lowercase West Thomas, Valentine e Action & Action.

Variando músicas de seus discos, os fãs puderam se deliciar com uma verdadeira viagem no tempo, o que se mostrou ser uma grande realidade pela extensa variedade de idades dentre os presentes, desde jovens ainda menores de idade, até adultos que você provavelmente não apostaria que eles estariam ali.

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Ao fim dos 90 minutos de apresentação, era visível a satisfação do grupo, que pareceu surpresa com a reação dos fãs brasileiros ao longo do show, que deram um espetáculo a parte com invasões de palco, moshs e crowdsurfing a todo instante. Mas de fato, parece que todos saíram de alma lavada e exaustos de tanto gritar, cantar e pular ao longo das 22 músicas que já vinham sendo especuladas pela mídia.

Showzão mais do que especial que dificilmente será esquecido.

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