Tomb Raider: A Origem é um bom começo para Lara Croft

Relutei em assistir o novo Tomb Raider. É um A Origem, sub-título que permeia o universo do cinema e que anda um tanto com falta de criatividade para pensar em novas histórias que não sejam derivadas do que já foi feito.

Lembrando que dois Tomb Raider já foram produzidos, aqueles com a Angelina Jolie e que só foram legais mesmo em suas épocas. Derivados da franquia de sucesso dos games, os filmes não foram lá muito bem, tanto que se passaram 15 anos desde A Origem da Vida até A Origem.

A atriz também não é a mesma: sai Jolie e entra Alicia Vikander e é claro que a gente não esperava uma atuação digna da que a fez ganhadora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por A Garota Dinamarquesa (2015). Aliás, esperar grandes atuações em filmes de aventura e ação é um baita erro.

Bom, Tomb Raider: A Origem não é lá assim um filmão que faz jus ao que já vimos nos consoles, mas mostra bem o início de como Lara Croft se tornou LARA CROFT. O longa tenta dar uma cara cinematográfica aos últimos jogos onde ela se transforma na heroína que conhecemos outrora.

A Origem ainda mostra Lara em transformação e toca principalmente as meninas mais jovens que ainda estão descobrindo o Girl Power dentro de si. A despeito da riqueza deixada por seu pai, a jovem é comum, trabalha como entregadora e luta para pagar suas contas.

Ao descobrir essa força interna ela parte em busca de Richard Croft (Dominic West), então desaparecido em uma ilha no Pacífico onde foi desvendar um mistério. Esse crescimento da personagem é mostrada em inúmeras cenas de ação onde ela sente dor e medo.

O vilão, ao menos que representa a corporação maldosa, é interpretado pelo ótimo Walton Goggins (Sons of Anarchy e Os Oito Odiados) que, de novo, não se pode esperar uma grande atuação em filmes desse tipo, mas que dá pro gasto.

Fato é que Tomb Raider: A Origem mostra um bom início da heroína e um caminho aberto para adaptar outros games já lançados e até o que está por vir nas plataformas eletrônicas. Não tenha o compromisso de fazer grandes análises e paralelos, assista apenas pelo divertimento e está bom demais.

 

Foto: Divulgação/Internet

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