Vox Ígnea faz estreia visceral no EP “Em Chamas”! Conheça e escute

vox igneaSabe aquelas bandas que tá quase na cara que vai dar certo? Pois então, a Vox Ígnea tá com essa carinha aí. Há alguns dias o quarteto lançou seu primeiro trabalho de estúdio, o EP “Em Chamas”.

O disco, que está disponível em todas as plataformas digitais, contém cinco músicas autorais e foi gravado no Estúdio Dual Noise de São Paulo. Rogério Wecko co-produziu o trabalho com o guitarrista Rodrigo Santos.

Para quem não sabe Vox Ígnea é uma expressão em latim, que significa “a voz do fogo”. E bom, se a voz do fogo tem um nome com certeza ela atende por Raquel Lopes. Junto com Rodrigo, o baterista André Martins e o baixista Evandro Araújo o grupo toma para si o fogo do hard rock e do rock and roll clássico.

Os quatro já se tornaram figuras carimbadas em bares e festivais da noite paulistana mesmo antes do lançamento de “Em Chamas”: “Ao longo do ano de 2017 a Vox Ignea fez vários shows pelo circuito underground de São Paulo, para uma banda que não tinha nada oficialmente lançado, nossa agenda já era grande”, disse Rodrigo com exclusividade para este editor.

“Para uma banda que não tinha nada oficialmente lançado, nossa agenda já era grande”

Ele completou dizendo: “Com o EP a impressão que temos é que a banda está sendo encarada de uma forma mais profissional. Estamos aos poucos galgando patamares mais altos dentro do cenário rock independente de São Paulo”.

Recentemente a banda organizou por si mesma um festival capitaneado apenas por bandas com vocais femininos. Além da Vox Ígnea, também se apresentaram Hellene e Cia. Tóxica. Segundo o guitarrista a resposta do público foi melhor do que o esperado e incrível.

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Mas sobre a representatividade das mulheres no rock, principalmente como vocalistas, a Raquel nos disse o seguinte: “Eu vejo como uma puta de uma atitude incrível e fico empolgada! Admiro demais essas mulheres que estão no corre, cantando o seu rock autoral e saindo da mesmice, do lugar comum do ‘sertanejo, pop, MPB’, da coisa ‘comportada e bonitinha’, rasgando a voz pra valer”.

Ela completou dizendo: “Ultimamente eu tenho visto que esse movimento de mulheres no vocal em uma banda de rock tem aumentado realmente, ainda bem! E você percebe isso, muito mais saindo de casa, indo aos festivais de bandas independentes, saca? Tá rolando muita banda boa por aí, temos que valorizar mais esse movimento underground”.

A vocalista ainda citou Maria Brink (In This Moment), Taylor Monsem (The Prety Reckless) e Lzzy Hale (Halestorm) como suas influências e disse mais: “Isso tudo serve como inspiração para as minhas letras, também. Eu quero que outras garotas sintam o que eu sinto quando ouço essas mulheres”.

“Eu quero que outras garotas sintam o que eu sinto quando ouço essas mulheres”

Depois dessa só resta vocês darem o play no visceral “Em Chamas”, que é um puta disco, com bons riffs, uma cozinha muito afinada e belos vocais. Vale o check!

 

Fotos: Caike Scheffer (Divulgação)

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